quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Cardo Mariano e Suas Propriedades


Descrição : Planta da família das Asteraceae, também conhecida como cardo-de-santa-maria, cardo-branco, cardo-de-nossa-senhora, cardo-leiteiro, cardo-mariano, cardo-santo, serralha-de-folhas-pintadas. Com folhas verdes escuras, grandes e espinhosas, o cardo-mariano e uma planta anual ou bienal, que cresce entre 1,5 e 3 m de altura. Quando quebradas, as folhas e os caules exudam uma seiva leitosa. As flores vermelho-purpura possuem bordas com espinhas afiadas. As frutas são brilhantes, pintadas, pretas ou cinzenta que são frequentemente referidas como sementes. Estas frutas compoe a parte do cardo-mariano, que junto com seus pelos prateados, caem prontamente.
Parte utilizada: Folhas, flores, raízes, frutos.

Propriedades medicinais: Anti-séptico, aperiente, anticolesterolêmica, antiinflamatória, antioxidante, colagoga, colerética, depurativa, digestiva, diurética, estomacal, hepatoprotetora, hipertensora, má digestão, regeneradora, tônico amargo.



Indicações

As sementes de cardo mariano eram tomadas pelas lactantes para melhorar a produção de leite, uso que continua a ser apropriado. Tem fama de ser um remédio para estados depressivos.
Distúrbios hepáticos : O cardo mariano, de preferência em extrato padronizado, ajuda a manter o fígado saudável. Pode tomar-se sempre que o fígado esteja sob tensão, o que geralmente é visível pelo número elevado de enzimas hepáticas. As sementes contêm silimarina, uma substância que protege o fígado de intoxicações, tendo mesmo a capacidade de impedir a intoxicação após a ingestão de cogumelos venenosos, intoxicação pela ingestão de água poluída. Os problemas de saúde propensos a reagirem bem ao cardo mariano incluem colesterol elevado, hepatite virai aguda e crônica, doença hepática crônica e cirrose causada pelo álcool. Tome-o unicamente por conselho de um profissional em caso de doença hepática ou para proteger o figado durante a quimioterapia. Aparentemente, o seu uso prolongado parece ser seguro.
Contra-indicações/cuidados: Em doses excessivas, o chá pode causar queimaduras nas mucosas das vias digestivas, vômitos e diarréias. Não se deve utilizar quando de problemas renais, úlcera, gastrite e pessoas hipertensas. Não é recomendado o uso por crianças. As sementes só podem ser utilizadas segundo prescrição médica. Pode acumular muito nitrato nas folhas, podendo então ser tôxica
Efeitos colaterais: As sementes não devem ser ingeridas em grandes quantidades. Pode elevar a pressão arterial. Seus efeitos colaterais são: náuseas, problemas estomacais e diarréias leves em aproximadamente 1% dos usuários.
Modo de usar :
Chá das folhas : Ingerida 8 dias antes de uma viagem, evita o enjôo;









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Dong Quai e Sua Propriedades


Propriedades: Conhecida na Ásia como "remédio das mulheres" por suas propriedades terapêuticas na pré e perimenopausa.
Indicações
Substâncias fitoestrogênicas das Angélicas Chinesas e Japonesas são muito ativas mas não tanto quanto os estrogênios de origem animal, que são 400 vezes mais potentes.
O que explica porque a Angélica sinensis pode ser usada para tratar sintomas como dismenorréia (dor na menstruação) e metrorragia (menstruação anormal), da pré-menopausa e também amenorréia (ausência de menstruação) e os calores da menopausa.
Quando o nível dos estrogênios é alto, característica da pré-menopausa, suas substâncias fitoestrogênicas reduzem a atividade hormonal ocupando os receptores de estrogênio espalhados pelo organismo feminino.
Quando o nível abaixa, na menopausa, os fitoestrógenos da planta atuam de modo semelhante ao do estrógeno natural aumentando a atividade desse hormônio. Os derivados cumarínicos dessa planta estimulam a atividade imunológica de pacientes com câncer, segundo estudos clínicos
Pode tomar-se dong quai para ajudar a manter um ciclo menstrual normal e a tratar problemas associados à menstruação, como sensibilidade mamaria e dores menstruais.
No caso de períodos irregulares ou ausentes, ajuda a estabelecer um ciclo menstrual mais regular se tomada durante vários meses. Contudo, deve ser evitada quando há fluxos menstruais intensos.
Embora pareça não ter uma atividade hormonal direta, a dong quai tem fama de ajudar a melhorar a fertilidade, conjugando-se bem com árvore-da-castidade (Vitex agnus-castus).

Dong Quai


Princípios Ativos : Compostos cumarínicos, flavonóides e fitoestrogênios

Toxicologia : A angélica sinensis pode aumentar o nível de açúcar na urina e as mulheres com tendência para desenvolver diabetes devem evitá-la.

Modo de usar: Coloque 4 xícaras de água em uma panela esmaltada ou de vídro grande. Não use alumínio; nem sequer aço. Coloque alguns pedaços de galinha crua magra ou carne de boi e uma raiz pequena de quai-don g ou a metade de uma grande. Cubra com água e deixe ferver.
Reduza o calor, para cozinhar lentamente por várias horas ou até que o líquido é reduzido a 1 1/2 xícaras. Deixe amornar e beba. Infusão de 30 g de raiz em 3 xícaras de água por 30 minutos junto com gengibre semi fresco. Beba 1 dia por semana como tônico uterino.
Extrato seco: 300 a 500 mg, dividido em 1 a 6 administrações diárias, juntamente com alimentos.








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Trevo Vermelho e Suas Propriedades




Propriedades : Diurética, sedativa, estimulante do fígado e bexiga.

Indicações : usado para tratar problemas dermatológicos em crianças, como eczemas, também era indicado e ainda é para para psoríases. Em adultos, é usado para tratar bronquite e tosse, especialmente coqueluche, por sua ação expectorante e antiespasmódica. Traz alívio para os sintomas menopausa, nas mulheres e, nos homens, contribui para diminuir a incidência de Hipeplasia Prostática Benigna (HPB) e de Câncer de Próstata. É eficaz na manutenção dos níveis de HDL, o colesterol bom.

Principios Ativos : isoflavonas, flavonóides, cumarínicos, mucilagens, óleos essenciais, saponinas e derivados cumáricos.

Uso na gestação e na lactação: Contra-indicado.

Contra-indicação: O trevo vermelho é contra-indicado a pacientes com histórico de câncer de mama e durante a gravidez e ou lactação.

Posologia: Usado anteriormente como um sedativo em doses de 4g de flores, atualmente o trevo vermelho é usado principalmente como uma fonte de isoflavonas; Extratos com uma quantidade de isoflavona padronizada (por exemplo, Promensil e Rimostil, Laboratório Novogen, Norte Sidnei, Austrália) são frequentemente usados em ensaios clínicos. Estes comprimidos contém a biochanina A, a formononetina, a genisteina e a daidzeina; O fitoterápico Promensil contém uma proporção maior de biochanina A e genisíeina numa proporção menor de formononetina e daidzeina do que o fitoterápico Rimostil. A dosagem usual é de 40 a 80 mg/dia de isoflavonas total (equivalente a 1 a 2 comprimidos).

Interação medicamentosa: Um efeito aditivo pode ocorrer se os fitoestrogenios do trevo vermelho forem co-administrados com outras terapias hormonais. O uso simultâneo com contraceptivos orais, estrogênio ou terapias com progesterona deve ser evitado; O trevo vermelho contém derivados da cumarina, porém há pouco risco de anomalias anticoagulantes.

Efeitos colaterais: Poucos efeitos adversos com o uso do trevo vermelho foram relatados em ensaios clínicos. A perda do apetite, o edema podai e a dor abdominal foram relatados após a administração de uma dose elevada (4 ou 8mg/kg) de isoflavonas (genisteina, daidzeina, gliciteína). A genisteina e a daidzeina livres e totais desapareceram rapidamente do plasma neste estudo e parecem pouco susceptíveis ao acúmulo no corpo com uso diário de 2 a 3 vezes.

Toxicologia : Os fitoestrogenios do trevo vermelho atuam através dos mecanismos estrogênicos e também geram os mesmos efeitos adversos produzidos pelo estrogênio, incluindo o aumento da incidência de câncer endometrial, ovariano e da mama.
 O trevo vermelho induziu a proliferação de células de câncer de mama sensíveis ao estrogênio em um estudo in vitro. Porém, um outro estudo mostrou que a densidade mamográfíca do peito, um marcador de efeitos estrogênicos e anti-estrogênicos, não foi afetados pela administração de Promensil por 1 ano a mulheres com 49 a 65 anos de idade. 
Um estudo piloto pequeno não encontrou nenhum efeito antiproliferativo no endométrio, associado com o uso de isoflavonas do trevo vermelho; Desordens de iníertilidade e crescimento foram observadas em ruminantes que receberam proporções elevadas de trevo vermelho em sua alimentação. Estes efeitos foram atribuídos à atividade estrogênica do trevo vermelho. Uma síndrome caracterizada pela infertilidade, lactação anormal, distonia e útero prolapso, conhecido como 'clover disease' (doença do trevo), foi observada em ovelhas.


Trevo-vermelho




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